Escores e Classificações
Referência interativa · Anestesiologia
Avalia e informa as comorbidades médicas pré-anestésicas do paciente. Isoladamente não prevê riscos perioperatórios — usado com outros fatores (tipo de cirurgia, fragilidade) pode auxiliar na predição de risco. A classificação final é atribuída no dia do procedimento, pelo anestesiologista.
Selecione a classe
Os exemplos referem-se a pacientes adultos e não são necessariamente aplicáveis a pacientes pediátricos ou obstétricos.
Limitações
Alta variabilidade interobservador; critérios subjetivos sem limites quantitativos fixos. O sistema isolado não prevê riscos perioperatórios específicos — deve ser usado em conjunto com outros fatores clínicos e o tipo de procedimento.
Referências
- Saklad M. Anesthesiology. 1941;2:281–4.
- Dripps RD et al. JAMA. 1961;178:261–6.
- ASA. Sistema de Classificação do Estado Físico. 2020. Tradução SAESP.
- Abouleish AE et al. ASA Monitor. 2015;79:38–9.
- Hurwitz EE et al. Anesthesiology. 2017;126:614–22.
- Mayhew D et al. Anaesthesia. 2019;74:373–9.
Predição de eventos cardíacos maiores (MACE) em cirurgias não cardíacas de grande porte. Lee et al., Circulation 1999.
Critérios (1 ponto cada)
Limitações
Derivado em pacientes >50 anos em cirurgias eletivas de grande porte. Não validado para cirurgias de emergência ou de pequeno porte. Não inclui IC com fração de ejeção preservada.
Referências
- Lee TH et al. Derivation and prospective validation of a simple index for prediction of cardiac risk. Circulation. 1999;100(10):1043–9.
Rastreio de Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) em pacientes cirúrgicos. Chung et al., Anesthesiology 2008.
Critérios — resposta "Sim" = 1 ponto
Limitações
Alta sensibilidade (~90%), baixa especificidade — muitos falsos positivos. Ferramenta de rastreio; não substitui polissonografia para diagnóstico definitivo.
Referências
- Chung F et al. STOP questionnaire. Anesthesiology. 2008;108(5):812–21.
- Chung F et al. High STOP-Bang score. Br J Anaesth. 2012;108(5):768–75.
Estratificação de risco de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes cirúrgicos. Caprini JA, 2005/2010.
Variáveis
1 ponto cada
2 pontos cada
3 pontos cada
5 pontos cada
Limitações
Complexidade pode reduzir adesão à beira do leito. Desenvolvido em cirurgia geral; não validado prospectivamente em oncológicos em quimioterapia ativa ou gestantes.
Referências
- Caprini JA. Dis Mon. 2005;51(2–3):70–8.
- Caprini JA. Am J Surg. 2010;199(1 Suppl):S3–10.
- Bahl V et al. Ann Surg. 2010;251(2):344–50.
Probabilidade pré-teste clínica de TVP ou TEP — orienta decisão sobre D-dímero e imagem diagnóstica.
Limitações
Critério "diagnóstico alternativo igualmente provável" é subjetivo. Desenvolvido em população de pronto-socorro. Deve sempre ser combinado com D-dímero e/ou imagem conforme o contexto clínico.
Referências
- Wells PS et al. Lancet. 1995;345:1326–30 · 1997;350:1795–8 · N Engl J Med. 2003;349:1227–35.
- Wells PS et al. Ann Intern Med. 1998;129:997–1005 · 2001;135:98–107.
Avalia a visibilidade das estruturas orofaríngeas para predizer dificuldade de intubação. Realizado com o paciente sentado, boca aberta, língua protraída ao máximo, sem fonação.
Selecione a classe observada
Limitações
Variabilidade interobservador considerável. A fonação altera a classificação — avalie sempre sem fonação. Sensibilidade isolada ~50%; combine com outros preditores (LEMON, distância tireomentoniana) para melhor acurácia.
Referências
- Mallampati SR et al. Can Anaesth Soc J. 1985;32(4):429–34.
- Samsoon GL, Young JR. Anaesthesia. 1987;42(5):487–90.
Mnemônico de avaliação rápida de via aérea difícil antes de intubação. Cada letra corresponde a um preditor independente. ≥ 3 critérios positivos indica alta probabilidade de via aérea difícil.
Critérios — marque os presentes
Limitações
Ferramenta qualitativa e subjetiva. Não validada prospectivamente em grandes estudos como escore preditivo isolado. Deve ser complementada por outros preditores (Mallampati, El-Ganzouri) e experiência do anestesiologista.
Referências
- Reed AP. Preparation of the patient for awake flexible fiberoptic intubation. Physician Assist. 1992.
- Murphy MF et al. Manual of Emergency Airway Management. 4th ed. 2012.
Classifica a visualização laringoscópica durante laringoscopia direta. Avalia o grau de exposição das estruturas glóticas ao utilizar o laringoscópio. Prediz dificuldade de intubação traqueal.
Selecione o grau observado na laringoscopia
Limitações
Avaliação intraoperatória — não é preditor pré-operatório isolado. A manobra BURP (pressão posterior, superior e lateral da laringe) pode melhorar a visualização em um grau. Variabilidade interobservador moderada.
Referências
- Cormack RS, Lehane J. Difficult tracheal intubation in obstetrics. Anaesthesia. 1984;39(11):1105–11.
Escore multivariável para predição pré-operatória de via aérea difícil. Combina antropometria e avaliação funcional com pontuação ponderada. El-Ganzouri AR et al., Anesth Analg 1996.
Variáveis — selecione uma opção por item
Abertura oral
Distância tireomentoniana
Mallampati
Mobilidade cervical
Protrusão mandibular
Peso
Histórico de intubação difícil
Limitações
Mais complexo que preditores isolados — exige avaliação completa de 7 parâmetros. Sensibilidade ~75–80% para VAD, especificidade ~90%. Deve ser combinado com experiência clínica e preparação adequada de equipamentos de via aérea difícil.
Referências
- El-Ganzouri AR et al. Preoperative airway assessment: predictive value of a multivariate risk index. Anesth Analg. 1996;82(6):1197–204.
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